Suíça, o déficit comercial da Suíça. A

Suíça,
oficialmente Confederação Suíça, é uma república democrática composta por 26
estados, mais conhecidos por cantões. Cada cantão tem a sua própria
constituição, legislatura (parlamento), governo e tribunais.

Um dos
principais temas eleitorais em 2015 foi a imigração. Em 2014, as relações
suíças com a União Europeia foram postas em causa quando o país tentou
introduzir limites sobre o número de migrantes europeus num referendo contra a
“imigração maciça”. O governo suíço tentou então tranquilizar os seus
parceiros europeus e não aplicou as medidas controversas. Esta questão poderia
violar o princípio da livre circulação, que está condicionada a certos acordos
bilaterais com a EU. No final de 2016, foi votada uma lei que obriga os
empregadores a contratar pessoas de nacionalidade suíça à procura de emprego,
se a taxa de desemprego num setor for superior à média nacional. Esta lei foi
criada para abordar a questão da quota de migração para a consternação de uma
parte da população e dos políticos.

Em 2008 a Suíça
tornou mais difícil começar um negócio ao duplicar o capital mínimo exigido. Já
em 2015, facilitou este processo ao introduzir procedimentos online.

 

ANÁLISE ECONÓMICA

Apesar do
crescimento do PIB ter vindo a diminuir nos últimos dois anos, a economia da
Suíça continua entre as mais altas do mundo com um PIB atual de 668,9 biliões
de dólares americanos. Já a taxa de desemprego é uma das mais baixas com 4,9%
(2016). A economia beneficia-se do forte consumo doméstico, do comércio externo
e dos gastos públicos.

Conforme os
dados do Santander Trade, o principal setor da indústria suíça é o setor de
serviços. Este setor compreende quase 74% do PIB e emprega pouco menos de três
quartos da força de trabalho. O setor bancário, por si só, representa 8% do
PIB. Diversos setoresbem desenvolvidos e competitivos a nível mundial como
bancos, seguros, frete e transporte contribuíram para o desenvolvimento do
comercio internacional em toda a Suiíça. O turismo, que contribui
significativamente para a economia, ajuda a equilibrar o déficit comercial da
Suíça.

A agricultura é
composta por menos de 1% do PIB e emprega 3,2% da população ativa. Os produtos
agrícolas primários são gado e produtos lácteos, embora o país também abrigue
mais de 9 mil vinícolas. Apesar do pequeno tamanho da indústria agrícola em
geral, a agricultura orgânica experimentou um crescimento considerável.

A indústria
emprega 20% da força de trabalho e compreende um quarto do PIB. A Suíça é
mundialmente conhecida pela alta qualidade de seus produtos manufaturados, que
incluem relógios, motores, geradores, turbinas e diversos produtos de alta
tecnologia. O setor industrial forte é liderado por grandes grupos exportadores.
Basileia, em particular, abriga uma indústria química e farmacêutica muito
dinâmica e poderosa.

 

ANÁLISE SÓCIO CULTURAL-DEMOGRÁFICA

De acordo com
dados do World Bank, Suíça tem cerca de 8,3 milhões de habitantes, com uma
predominância de população feminina (50,5%) sobre a população masculina
(49,5%).

Em 2012,
aproximadamente 23,3% da população eram estrangeiros residentes, uma das
maiores percentagens no mundo. Os imigrantes portugueses representavam 12,7%. A
imigração de grandes grupos estrangeiros, sobretudo portugueses, espanhóis,
italianos, sérvios e albaneses permitiram a penetração de várias línguas
estrangeiras como o português, o espanhol, o sérvio e, recentemente o turco,
entre outras.

A Suíça é um
estado laico, embora a maioria dos cantões reconhece religiões oficiais como a
Igreja Católica e a Igrega Reformada Suíça. O cristianismo é a religião
predominante no país com 79% da população a afirmar-se cristã.

Apesar da Suíça
não estar integrada na União Europeia, a população partilha dos mesmos ideais
que os países europeus ocidentais. Valorizam a liberdade, tolerância e
pluralismo. A cultura do país é principalmente composta pelo desporto, artes e
gastronomia.

 

ANÁLISE TECNOLÓGICA

Atualmente,
quase 90% da população utiliza a internet (World Bank, 2016), um aumento de,
aproximadamente, 15% em dez anos. Em 2015, a percentagem de pessoas com
telemóvel era o dobro da percentagem da população que possuía telefone fixo.

Suíça possui 5
aeroportos internacionais: Zurich-Kloten, Genebra, Basileia-Mulhouse, Berna e
Lugano. Os último dois são mais pequenos e não tem capacidade para grandes
aviões, operando principalmente voos low cost. No total, aproximadamente 52
milhões de passageiros passaram pela Suíça em 2016.

 

ANÁLISE MODELO HOFSTEDE

 

Figura 4
– Modelo Hofstede Suíça

Fonte: Hostede Insights

 

 

DISTÂNCIA AO PODER

Com uma
pontuação de 34, a Suíça está entre as classificações mais baixas desta
dimensão, ou seja, a sociedade acredita que as desigualdades entre as pessoas
deveriam ser minimizadas. Isso significa que o seguinte carateriza o estilo
suíço alemão: ser independente, hierarquia apenas para conveniência, direitos
iguais, superiores acessíveis, líderes educativos, gestão facilita e fortalece.
O poder é descentralizado e os gerentes contam com a experiência dos membros da
sua equipa. Os coloboradores esperam ser consultados. O controlo não é
apreciado e a atitude perante os gerentes é informal. A comunicação é directa e
participativa.

Nesta dimensão
existe uma vasta diferença em relação à parte Suiça onde se fala francês, em
que a pontuação da Distância ao Poder é mais elevada e similar a França, o que
significa que as pessoas aceitam a ordem hierárquica em que todos têm o seu
lugar e onde não é preciso justificação. A hierarquia numa organização é vista
como tendo desigualdades inerentes onde a centralização é popular, os
subordinados esperam receber ordens e o patrão ideal é o autocrata benevolente.

 

INDIVIDUALISMO

Tanto a parte de
língua alemã, como a de língua francesa na Suíça, tem uma pontuação
relativamente elevada nesta dimensão (68), sendo assim considerada uma
sociedade individualista. Isto significa que existe uma preferência alta para
uma estrutura social pouco unida, em que é esperado que os indivíduos apenas
cuidem de si próprios e da sua família mais próxima. Em sociedades
individualistas, a ofensa provoca culpa e perda de auto-estima, o
relacionamento entre empregador e empregado é um contrato baseado em vantagem
mútua, onde decisões de contratação e de promoção são baseadas no mérito.

 

MASCULINIDADE

A Suíça tem uma
pontuação de 70 nesta dimensão, e em ambas as partes da Suíça (de língua alemã
e língua francesa) a sociedade é masculina – altamente orientados para o
sucesso, se bem que na parte de língua alemã, o impacto é muito mais notável.
Em países masculinos, as pessoas “vivem para trabalhar”, é esperado que os
gerentes sejam decisivos e o enfâse está na equidade, competitividade e
empenho. Os conflitos são resolvidos, enfrentando-os.

 

AVERSÃO À INCERTEZA

A Suíça obtem
uma pontuação de 58 nesta dimensão, refletindo a diferença entre as partes de
língua francesa e língua alemã. A parte de língua francesa tem uma preferência
forte para a Aversão à Incerteza, enquanto que a parte de língua alemã tem uma
pontuação mais baixa. Os países que têm uma aversão elevada à incerteza mantêm
códigos rígidos de crenças e comportamentos e são intolerantes em relação a
ideias e comportamentos não ortodoxos. Nestas culturas, existe uma necessidade
emocional para regras (mesmo que estas nunca pareçam funcionar), tempo é
dinheiro, as pessoas têm uma necessidade interior para estarem ocupadas e
trabalharem muito, a precisão e pontualidade são a norma, inovação pode ser
resistida e a segurança é um elemento importante para a motivação individual.
As decisões são tomadas após uma análise cuidadosa de todas as informações
disponíveis.